1. A profundidade dos sulcos chegou perto de 1,6 mm
A legislação brasileira de trânsito estabelece 1,6 mm como profundidade mínima dos sulcos da banda de rodagem. Abaixo disso o pneu é considerado irregular e o veículo pode ser reprovado na inspeção e autuado.
Na prática, 1,6 mm é o limite legal, não o limite seguro: a capacidade de escoar água cai muito antes disso. Se você roda em região de chuva frequente, programe a troca com folga, sem esperar o pneu raspar no mínimo.
2. O indicador TWI ficou no nível da banda
Todo pneu tem pequenos ressaltos dentro dos sulcos chamados TWI (Tread Wear Indicator). Eles ficam exatamente na altura de 1,6 mm. Para encontrá-los, procure na lateral do pneu um triângulo, as letras TWI ou o logo da marca — o indicador está no sulco alinhado com essa marcação.
Quando a superfície da banda de rodagem encosta no TWI, o pneu atingiu o limite. Não precisa de ferramenta: é uma verificação visual que dá para fazer no posto de combustível.
3. O pneu é antigo, mesmo com sulco sobrando
Pneu envelhece parado. A borracha perde elasticidade por ação do calor, do ozônio e da luz, e um pneu com pouco uso pode endurecer e trincar sem nunca ter gastado a banda.
A data de fabricação está no código DOT gravado na lateral: os quatro últimos dígitos indicam semana e ano. "2325" significa a 23ª semana de 2025. Use isso para conferir a idade do pneu — inclusive na hora de comprar, para não levar um pneu novo que ficou anos em estoque.
4. Existe bolha, corte, deformação ou objeto cravado
Bolha na lateral indica que a estrutura interna foi comprometida, normalmente por impacto em buraco ou guia. Isso não se conserta: o pneu deve ser substituído, porque o risco é de estouro.
Cortes profundos, borracha faltando e parafusos ou pedras cravadas também pedem avaliação imediata em uma loja especializada.
5. O desgaste está irregular
O padrão de desgaste conta o que está errado no carro. Ler esse padrão evita trocar pneu duas vezes pelo mesmo problema.
- Gasto só no centro: pressão acima da recomendada.
- Gasto só nas duas bordas: pressão abaixo da recomendada.
- Gasto só em uma borda: alinhamento/câmber fora de especificação.
- Gasto em manchas ou ondulado: desbalanceamento ou suspensão desgastada.
6. Vibração, ruído novo ou o carro puxando para um lado
Vibração no volante em determinada faixa de velocidade costuma ser balanceamento; o carro puxando para um lado costuma ser alinhamento. Ruído crescente pode indicar desgaste irregular já avançado.
Qualquer um desses sintomas merece diagnóstico. Se o pneu já estiver deformado, corrigir a geometria não recupera a borracha perdida.
7. Você já rodou muitos quilômetros com o mesmo jogo
Quilometragem não é regra fixa, porque depende de piso, calibragem, peso e forma de conduzir — mas serve como alerta para começar a inspecionar com mais frequência.
Se o seu jogo já rodou bastante, passe a checar sulco e pressão todo mês e planeje a troca antes que ela se torne urgente.
Troca em par ou jogo completo?
O ideal é trocar os quatro. Se não for possível, troque no mínimo aos pares no mesmo eixo, com pneus iguais em medida, modelo e desenho, e coloque os mais novos no eixo traseiro — traseira com mais aderência reduz o risco de perda de controle em piso molhado.
Depois da troca, faça alinhamento e balanceamento e confira a calibragem com o carro frio, seguindo a etiqueta do fabricante do veículo (fica na coluna da porta do motorista ou no manual).
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